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[MovieCLIP] Hora de sentir aquele frio na barriga com o cinema… 3 rom‑coms coreanos

Rir e se apaixonar: a conversa começa agora!!

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Foto: filmes '너의 결혼식', '30일', '달짝지근해: 7510'

Datas de casais como o Dia dos Namorados e o White Day estão chegando. Presentes para a pessoa amada são um dilema, mas, na verdade, o mais importante é a sintonia entre os dois. Mais do que grandes surpresas, é o tempo de rir e se entusiasmar juntos, diante das mesmas cenas, que fortalece a relação.

Para o próximo Dia dos Namorados, selecionamos três comédias românticas coreanas que, ao verem juntinhos, vão fazer você dizer naturalmente: “o clima hoje tá ótimo”.

너의 결혼식

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Foto: filme '너의 결혼식'

O primeiro amor é sempre desigual. Em alguns dias volta nítido; em outros, escapa pela ponta dos dedos. Desde o instante em que vê Seung-hee (Park Bo-young), Woo-yeon (Kim Young-kwang) aposta toda a vida escolar apenas no sentimento de gostar dela. Mas, como acontece com o primeiro amor, o timing insiste em sair do compasso. Mesmo na mesma escola, na mesma rua, respirando o mesmo ar, os corações dos dois nunca andam no mesmo ritmo. Em vez de empurrar esse descompasso para a tragédia, o filme preenche a história com momentos que fazem o coração sair correndo antes do corpo ao toque de um telefonema, que viram o dia de cabeça para baixo por causa de uma frase ao passar, e que fazem uma caminhada a dois de repente parecer cena de cinema.
O encanto da obra está em quebrar a ilusão de que “primeiro amor = lembrança perfeita” e, curiosamente, ainda assim fazer a gente querer acreditar mais nela. Mostra, passo a passo, o quanto gostar de alguém pode nos deixar ridículos e adoráveis, e como “o eu daquela época” ainda balança o “eu de agora”, mesmo com o tempo.

Visto a dois, o filme abre a conversa naturalmente. De perguntas como “quando foi seu primeiro amor?” a “o que a gente estava fazendo naquela época?”, pode ser que vocês puxem o fio do tempo um do outro. Para a noite do casal, talvez seja uma das escolhas mais rápidas para elevar a temperatura da expectativa.

30일

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Foto: filme '30일'

Seria ótimo se o namoro funcionasse só na base do frio na barriga, mas a realidade não é assim. Casamento é realidade, e a realidade acumula pequenas mágoas como se fossem dívidas. O filme parte do ponto oposto ao do romance. Jung-yeol (Kang Ha-neul) e Na-ra (Jung So-min) são um casal a 30 dias do divórcio, já decididos de que não dá mais para viver juntos. Quando trocam palavras, brigam; quando apenas respiram, já se irritam. O que resta entre eles é a papelada. E justamente nesse momento, os dois são atingidos por algo difícil de acreditar: amnésia simultânea.
Ao perderem a memória, a relação vira do avesso. Surge a pergunta “como chegamos a esse ponto?” e, para respondê-la, eles acabam observando um ao outro de novo. Descobrem que o outro não era só “ruim”, e que, na verdade, ambos vinham desgovernados, cheios de mal-entendidos. O filme não dá sermão sobre esse processo. Em vez disso, tira risadas com as tiradas rápidas, o humor físico e as disputas de ego em meio a uma situação “absurda”. Em algum momento, o público se pega pensando: “a gente também já foi assim”, e o coração dá aquele beliscão.
O “frio na barriga de voltar a paquerar” não é apenas cobertura açucarada. O caminho dos dois, sem memória, para se reaproximarem se parece muito com o de casais que, após a monotonia, redescobrem o amor. Mais forte que chocolate é a certeza de que “a gente pode voltar a ser um time”.

달짝지근해: 7510

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Foto: filme '달짝지근해: 7510'

A emoção do cinema aqui não explode como fogos. Em vez disso, se espalha aos poucos, como o cheiro de biscoito recém-assado. Com um paladar nato, o pesquisador de confeitaria Chi-ho (Yoo Hae-jin) vive bem fechado no próprio mundo. É impecável com sabores, receitas, números e experimentos, mas é desajeitado com as sutilezas da temperatura do coração. Já Il-yeong (Kim Hee-sun) é uma otimista prática, que não perde o sorriso mesmo com cicatrizes. Quanto mais pesado o real, mais ela tenta atravessá-lo com leveza. O ponto de encontro dos dois não é um golpe do destino à primeira vista, mas o cotidiano que, aos trancos, coloca um no vão do outro por acaso.
O filme não explica o amor como um grande acontecimento, e sim como alguém que muda a textura do dia a dia. Uma fala de alguém faz o dia cansar menos; a presença de alguém amacia o coração; refeições que sozinho você passaria batido viram pequenos rituais quando compartilhadas. Nada é exagerado. Em vez disso, o humor nasce das diferenças de personalidade, mantendo o sorriso do público por longos instantes.
O ponto que o torna perfeito para ver a dois é o “aconchego seguro”. Mesmo com brigas e conflitos, nada vai para o extremo, e, no fim, a relação leva as pessoas a crescer. Ao ver no aniversário de casal, você percebe que nem precisa de um plano mirabolante. O filme lembra que o entusiasmo não é só coração acelerado: é também o sossego que aquece a alma.