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[Movie CLIP] As conversas na mesa do feriado vão mudar? 5 filmes de família que despertam empatia

Vamos ver com a mamãe e o papai!!

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Foto: filmes '담보', '인생은 아름다워', '3일의 휴가', '오! 문희' 

Quando a família toda se reúne no feriado, as conversas costumam ir por dois caminhos. Começam com um leve “tudo bem?” e, de repente, surgem perguntas como “por que a gente fez aquilo na época?”, trazendo à tona sentimentos antigos. Por isso, em datas festivas, além dos grandes blockbusters, talvez caiam ainda melhor obras que toquem no valor da família, na reconciliação e na empatia entre gerações. Selecionamos cinco filmes coreanos perfeitos para ver em família, que fazem rir até engasgar, chorar e, no fim, aquecem o coração.

오! 문희

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Filme '오! 문희'

Se existe um requisito para um bom filme para toda a família, é “fazer rir e, em seguida, chorar”. Esta obra cumpre bem esse requisito. Numa pacata aldeia do interior, uma notícia cai como um raio sobre Do-won (Lee Hee-joon), de temperamento explosivo: sua única filha foi vítima de um atropelamento com fuga. O problema é que as únicas testemunhas no local são a mãe, Moon-hee (Na Moon-hee), que anda esquecida, e um cachorro que só sabe latir. A ansiedade do filho para resolver o caso e a atrapalhação da mãe, que não consegue apreender a situação, se entrelaçam e o filme avança como uma comédia.

Mas esse riso não é mera confusão. O sentimento do filho ao olhar para a mãe, cuja memória vacila, começa na frustração e, em algum momento, se transforma em medo. O que a mãe está perdendo não é apenas a memória, mas a textura do tempo vivido juntos. Do-won corre por todo lado com a mãe para resolver o caso e, nesse processo, reaprende o mundo dela: do que ela gostava, do que tinha medo e com que coração protegeu a família. Mantendo o ritmo de um filme de perseguição, a obra mostra que a maneira de a família proteger uns aos outros não é um sacrifício grandioso, mas a vontade de permanecer lado a lado até o fim. Se você colocar o filme no feriado, a casa primeiro se enche de risos, mas no fim fica uma frase pesada no coração: no fim das contas, os pais também já foram filhos de alguém.

스위치

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Foto: filme '스위치'

No feriado, sempre aparece ao menos uma vez a frase “e se eu tivesse feito outra escolha naquela época?”. Uns pensam no trabalho, outros no casamento, outros ainda nas relações familiares. Este filme transforma esse “e se” em um dispositivo de gênero. Park Kang (Kwon Sang-woo), um astro que curte uma vida de solteiro glamourosa, acorda um dia vivendo uma vida totalmente diferente. Dois filhos pulam em cima dele, e o primeiro amor que ele deixou ir embora agora é sua família na vida real. Para completar, Jo Yoon (Oh Jung-se), o empresário que sempre resolvia seus pepinos, está no lugar onde ele deveria estar. Sua vida virou de cabeça para baixo.

O filme leva a fundo a premissa fantástica em tom de comédia e, em certo momento, aterrissa num drama familiar. Park Kang tenta escapar dessa situação no começo, mas aos poucos percebe o que havia deixado passar em sua vida original e o que o troféu do sucesso não consegue substituir. As falas das crianças, as broncas da esposa e a algazarra sobre a mesa deixam de ser ruído incômodo e se revelam o centro da vida.

Vendo em família no feriado, as reações costumam se dividir. Os mais velhos assentem: “no fim, o que fica é a família”, enquanto a geração mais jovem questiona: “viver com a família no centro é sempre a resposta?”. Essa diferença, na verdade, vira uma boa semente de conversa. Reconciliação não vem só com lágrimas. O filme começa fazendo rir e termina deixando a coragem de “olhar para trás”.

담보

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Foto: filme '담보'

Uma das mensagens mais potentes dos filmes de família é: “não é o sangue, é o afeto que faz uma família”. Este longa leva essa ideia até o fim. Nos anos 1990, em Incheon, os agiotas rudes e carrancudos Doo-seok (Sung Dong-il) e Jong-bae (Kim Hee-won) vão cobrar um calote e, sem querer, acabam ficando com a pequena Seung-yi (Park So-yi) como garantia. A criança, que nem sabe o que “penhor” significa, é deixada ao lado de dois adultos estranhos. Só que a situação se prolonga mais do que o esperado, e os dois, que foram buscar dinheiro, encontram alguém que muda o rumo de suas vidas.

O filme não romantiza a relação desde o início. Os adultos são desajeitados, a criança está insegura e ninguém confia no outro com facilidade. Mas, com o tempo juntos se acumulando, surgem momentos em que a responsabilidade vira carinho. Alimentar e pôr a criança para dormir vira hábito, o hábito vira apego e o apego, no fim, vira família. À medida que Seung-yi cresce e enfrenta as curvas da vida, Doo-seok e Jong-bae deixam de ser “a menina que caiu de paraquedas” para se tornarem “pessoas que não se pode perder”.
Sem definir família apenas por laços de sangue. Embora o feriado às vezes pese como “dever de sangue”, o filme afrouxa um pouco esse enquadramento. Família não é um resultado, é um processo; é uma relação em que, no fim, escolhemos uns aos outros — e o longa convence disso entre risos e lágrimas.

인생은 아름다워

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Filme '인생은 아름다워'

No feriado, às vezes aparece a pergunta: “como eram os nossos pais quando jovens?”. Este é um filme em que essa pergunta vira, literalmente, uma viagem. Se-yeon (Yum Jung-ah), que sustentou a família em silêncio entre um marido taciturno e filhos indiferentes, descobre um dia que lhe resta pouco tempo. E pede, como último presente de aniversário, algo inusitado: que a ajudem a encontrar seu primeiro amor. Jin-bong (Ryu Seung-ryong), o marido, resmunga, mas acaba sendo arrastado pela esposa por todo o país; a jornada vai do presente ao passado, do casamento à juventude.

O elemento que faz a ponte entre gerações com força é a música. Canções que são memória para uns e novidade para outros surgem em cada cena, elevando a emoção. Há muitas passagens engraçadas, mas o que, no fim, prende o público é o coração de quem viveu colocando a família à frente de si. Se-yeon não busca uma recompensa grandiosa; ela só quer confirmar que sua vida também teve momentos próprios de brilho. E, nessa viagem, Jin-bong volta a enxergar a esposa não como gestora da família, mas como uma pessoa. Ao ver este filme em família no feriado, os pais choram ao lembrar do próprio tempo, e os filhos pensam: “será que meus pais também sentiam isso?”. Depois, quando todos se sentarem à mesa, podem surgir aquelas palavras que normalmente soam estranhas: “você se esforçou”, “obrigado”.

3일의 휴가

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Filme '3일의 휴가'

O sentimento que talvez mais apareça no feriado é a “saudade”. Este filme a traz à tona de forma simples, por meio de uma premissa fantástica. No terceiro ano após sua partida, a mãe Bok-ja (Kim Hae-sook) recebe três dias de licença no céu e desce à Terra. Animada para ver a filha, Jin-joo (Shin Min-a), ela chega e descobre que a moça, de repente, voltou para a casa no interior e está tocando um restaurante de comida caseira. A mãe quer perguntar o motivo, mas, por regra, não pode falar diretamente; resta-lhe apenas observar de perto. Nesse meio-tempo, a filha, junto de uma amiga, tenta recriar as receitas da mãe e reencontra, pela culinária, um afeto materno que nem sabia que existia.

A forma como o filme arranca lágrimas não é pelo excesso, e sim pelos detalhes. O cheiro do caldo, a ordem dos acompanhamentos, o gesto automático das mãos — pequenas coisas que se conectam ao “mamãe sempre fazia assim”. A filha achava que entendia a mãe, mas percebe que havia muito mais que ela não compreendia. A mãe também acreditava conhecer a filha por completo, mas vê, pela primeira vez, o tempo que a garota suportou sozinha. Mesmo sem trocar palavras, as cenas em que os sentimentos se tocam vão se acumulando.

Assistindo em família no feriado, o ar da casa pode ficar silencioso por um instante quando os créditos finais terminarem. Mas esse silêncio não é ruim. Ele pode se transformar na decisão de “dar mais um abraço agora mesmo”. O filme faz esse impulso vir à tona de maneira natural.