A agência de entretenimento ADOR deu início, de forma efetiva, a um processo de indenização no valor de cerca de 43 bilhões de won contra Danielle, ex-integrante do grupo NewJeans, sua família e a ex-CEO Min Hee-jin.
Na manhã do dia 26, a 31ª Divisão de Conciliação Cível do Tribunal Distrital Central de Seul realizou a primeira audiência preparatória e confirmou as posições de ambas as partes. O procedimento, que durou cerca de 30 minutos, evidenciou um forte desacordo sobre o método e o ritmo de tramitação do caso.
A equipe de Danielle solicitou celeridade, afirmando: "Como, pela natureza do trabalho de idols, o timing das atividades é crucial, a prolongação do processo inevitavelmente causará prejuízos". Também alegou ser problemático que "familiares e até a ex-CEO Min, que não têm relação direta com o contrato de exclusividade, tenham sido incluídos como rés". Já a ADOR contra-argumentou que "esta ação diz respeito a indenização por danos e a cláusula penal por descumprimento contratual, não estando diretamente ligada às atividades artísticas".
O litígio foi deflagrado quando a ADOR notificou, em dezembro do ano passado, a rescisão do contrato de exclusividade com Danielle. Na ocasião, a empresa atribuiu a responsabilidade da disputa ao lado de Danielle e à ex-CEO Min e anunciou medidas legais, com o valor da cobrança chegando a aproximadamente 43,1 bilhões de won.
Antes disso, em novembro de 2024, as integrantes do NewJeans alegaram rescisão contratual por violação do acordo de exclusividade, mas o tribunal considerou o contrato válido e decidiu a favor da ADOR. Posteriormente, algumas integrantes confirmaram o retorno, porém Danielle recebeu a notificação de rescisão e entrou em uma fase de conflito à parte.
As partes também divergiram quanto à possibilidade de acordo. A ADOR declarou que "há espaço para mediação e acordo", enquanto a equipe de Danielle afirmou: "É a primeira vez que ouvimos falar em acordo", descartando a hipótese.
Por fim, a próxima audiência está marcada para 14 de maio.