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[MovieCLIP] 'Invasão Zumbi → Gunche'… o 'universo zumbi' de Yeon Sang-ho volta a se abrir

Terror, expansão… a evolução de 'Gunche'

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Foto: filmes 'Invasão Zumbi', 'Península', 'Gunche'

O filme de zumbis Gunche, do diretor Yeon Sang-ho, estreou diretamente em 1º lugar nas bilheterias coreanas. Segundo a bilheteria integrada da Coreia em 22 de maio, no dia de estreia Gunche levou 199.768 espectadores aos cinemas, registrando a melhor abertura do ano entre os lançamentos de 2026. Gunche retrata um surto de infecção de origem desconhecida em um arranha-céu no centro de Seul, onde sobreviventes isolados enfrentam infectados em constante evolução. O elenco conta com Jun Ji-hyun, Koo Kyo-hwan, Ji Chang-wook, Shin Hyun-bin, Kim Shin-rok e Go Soo, entre outros.

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Foto: filme 'Invasão Zumbi'
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Foto: filme 'Península'

Os filmes de zumbi à la Yeon Sang-ho nunca foram "apenas" histórias de zumbi. Lançado em 2016, Invasão Zumbi inseriu o trem-bala KTX — um espaço fechado e em movimento — dentro da gramática do blockbuster de desastre coreano, imprimindo ritmo e, ao mesmo tempo, explorando o drama de diferentes personagens. A obra questionou menos "quem sobrevive" e mais "o quão egoísta ou altruísta o ser humano pode ser diante de um desastre". Mostrando que, mais assustador que o vírus, é o "medo humano" que empurra o outro para longe, Invasão Zumbi é um filme de zumbi que flerta diretamente com o thriller social.

Península, lançado em 2020, ampliou o mundo da história quatro anos após Invasão Zumbi, tendo como cenário a Península Coreana em ruínas. Em vez do terror comprimido de um trem estreito, trouxe à frente a cidade devastada, perseguições de carro e a lógica de jogos de sobrevivência, virando a chave para um action de apocalipse zumbi. Se Invasão Zumbi tratava do medo em espaço confinado e do mosaico humano, Península concentrou forças em mostrar uma sociedade humana mais cruel que os próprios zumbis na terra pós-colapso.

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Foto: filme 'Gunche'

Com Gunche, lançado na sequência, o tom muda mais uma vez. Sobre o filme, Yeon Sang-ho explicou: "Desde o começo, eu não queria exatamente fazer um filme de zumbis; queria falar sobre troca ultrarrápida de informações, pensamento coletivo e como a individualidade se torna impotente nesse processo". Por isso, os infectados da nova obra não são apenas seres que correm e mordem; foram concebidos como um coletivo que se agrupa, identifica e evolui. O próprio Yeon destaca: "Se Península se aproximava de ação rápida e perseguições de carro, Gunche é um suspense-thriller focado nos zumbis em si".

Nos filmes de zumbi de Yeon Sang-ho, mudam os espaços — o trem de Invasão Zumbi, as ruínas de Península, o prédio bloqueado de Gunche —, mas a mira permanece apontada para as ansiedades da sociedade coreana contemporânea e a natureza humana. Gunche desperta expectativa sobre como vai torcer e recombinar temas como coletividade e evolução, isolamento e medo, indo além do "zumbi de conveniência". Se Invasão Zumbi conciliou popularidade e crítica, e Península escolheu expandir o universo, Gunche se desenha como a obra que, entre os dois, abrirá o próximo capítulo dos filmes de zumbi de Yeon Sang-ho.

Estreado no dia 21, Gunche partiu muito bem nas bilheterias. Resta ver até onde o público será tragado por essa nova gramática da infecção.