A queixa-crime apresentada por Min Hee-jin, CEO da OK Records, contra executivos da agência de entretenimento HYBE e da Belift Lab foi arquivada pelo Ministério Público, com decisão de não oferecer denúncia em todas as frentes.
Segundo o meio jurídico no dia 11, a 1ª Promotoria Criminal da Procuradoria do Distrito Oeste de Seul decidiu, no último dia 27 do mês passado, não oferecer denúncia em bloco no caso em que Min Hee-jin acusou seis executivos, incluindo Park Ji-won, ex-CEO da HYBE, e quatro executivos, incluindo Kim Tae-ho, CEO da Belift Lab, pelos crimes de perturbação de atividades empresariais e difamação, entre outros.
O caso remonta a abril de 2024, quando se intensificou a disputa de controle entre a HYBE e Min Hee-jin. Na época, a HYBE distribuiu um comunicado à imprensa contendo as chamadas suspeitas de “gestão por xamanismo” — alegando que Min Hee-jin teria consultado um xamã sobre assuntos importantes na administração da ADOR — e a suspeita de que teria conspirado para rescindir o contrato exclusivo do NewJeans.
Min Hee-jin apresentou queixa afirmando que essas alegações eram falsas, acusando executivos da HYBE de perturbação de atividades empresariais e difamação. No entanto, o Ministério Público entendeu que, embora pudesse haver algumas expressões exageradas no comunicado da HYBE, é difícil considerar que o conteúdo essencial fosse falso.
Segundo informações, os promotores se basearam em indícios de que Min Hee-jin de fato discutiu, por diversas vezes via KakaoTalk, assuntos relacionados à gestão da ADOR com um xamã. Além disso, teriam levado em conta decisões judiciais anteriores a respeito de questões relativas ao contrato exclusivo do NewJeans.
A queixa relacionada à Belift Lab também teve o mesmo desfecho. Min Hee-jin argumentou que a afirmação divulgada pela Belift Lab no YouTube — no sentido de que “o ILLIT não plagiou o NewJeans” — configurava difamação baseada em informações falsas.
Contudo, o Ministério Público também considerou que não havia crime nesse ponto. Entre os fundamentos, estaria o entendimento prévio do Judiciário de que, embora tenham sido identificadas algumas semelhanças em propostas de planejamento e editoriais fotográficos de NewJeans e ILLIT, é difícil concluir que o ILLIT tenha copiado o NewJeans.
As acusações de invasão da rede de informação — sob a alegação de que a HYBE teria acessado sem autorização e-mails internos e conversas no KakaoTalk da ADOR — também foram arquivadas. Com base no termo de confidencialidade e no consentimento para coleta e uso de dados pessoais assinados por Min Hee-jin e pela ex-vice-CEO da ADOR quando ingressaram na empresa, além de indícios de fornecimento de senhas, os promotores entenderam que a HYBE acessou as informações no exercício legítimo de seus poderes de auditoria.
Antes disso, a polícia já havia decidido, em julho do ano passado, não encaminhar esses casos ao Ministério Público. Min Hee-jin recorreu, o que levou a uma investigação complementar por parte da promotoria, mas a decisão final não se alterou.
Ainda assim, entre a HYBE e Min Hee-jin permanecem em andamento outras disputas judiciais, como as relacionadas a acordo entre acionistas e cobrança de valores de compra e venda de ações.