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Baek Jong-won reage a conteúdos difamatórios: ação legal contra youtubers, incluindo o ex-PD Kim Jae-hwan

A ponto de atrapalhar os planos da empresa

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Foto: YouTube 'Studio OJae-na'

O empresário do ramo de alimentação e apresentador Baek Jong-won está preparando uma resposta legal abrangente contra criadores de conteúdo com teor difamatório, incluindo o ex-PD e atual youtuber Kim Jae-hwan. Indo além de um simples aviso, o caso evoluiu ao ponto de, após a análise individual de cada vídeo, serem iniciados de forma escalonada procedimentos civis e criminais.

Segundo fontes do setor, a The Born Korea, liderada por Baek Jong-won, vem desde o ano passado realizando análises jurídicas diante da recorrência, no YouTube, de alegações falsas, interpretações exageradas e edições de cunho inflamatório relacionadas a Baek e à empresa. Em especial, observou-se que, apenas no canal administrado pelo ex-PD Kim, desde abril de 2023 foram publicados numerosos vídeos sobre Baek Jong-won e a The Born Korea, e uma parte significativa do conteúdo parecia focar em indivíduos e na empresa como forma de impulsionar as visualizações.

Após analisar individualmente os vídeos do ex-PD Kim, a The Born Korea afirmou ter “identificado diversas expressões com potencial de disseminação de fatos falsos e difamação” e disse estar pronta para avançar com processos adicionais. Um representante da empresa explicou: “Concluímos a revisão dos vídeos e, responsabilizando cada conteúdo de forma específica, prosseguiremos sequencialmente com ações cíveis e queixas criminais”.

O ex-PD Kim já se encontra no centro de uma disputa judicial. Ele declarou em seu canal: “Recebi processos de indenização de 15 franqueados da The Born Korea, no valor de 30 milhões de won por pessoa, totalizando mais de 400 milhões de won” (won: moeda sul-coreana). Sobre o motivo inicial para produzir os vídeos, alegou: “Foi para ajudar os franqueados”, mas, ao ser apontado como parte no processo, chegou a demonstrar visível constrangimento.

Além do ex-PD Kim, a The Born Korea está conduzindo, por meio de um tribunal da Califórnia, nos Estados Unidos, procedimentos para identificar seis youtubers que teriam difamado reiteradamente o CEO Baek Jong-won; segundo informações, a identidade de três deles já foi confirmada. A empresa afirmou que “os danos foram tão grandes no ano passado que as atividades e os planos da companhia chegaram a ficar paralisados”, justificando que medidas seriam inevitáveis.

Um fator que chama ainda mais a atenção é a Lei de Combate à Desinformação, que entra em vigor em julho deste ano. A legislação estabelece que, quando informações manipuladas ou distorcidas são disseminadas online com o objetivo de obter vantagem indevida, os responsáveis podem ser condenados a indenizar até cinco vezes o valor do prejuízo. A The Born Korea planeja concentrar denúncias e ações judiciais a partir da vigência da lei.

De fato, o canal do ex-PD Kim parece ter obtido altos ganhos com conteúdo sobre Baek Jong-won. Enquanto os vídeos de temas gerais, como saúde e finanças pessoais, têm média de cerca de 60 mil visualizações, aqueles que tratam de Baek registraram, em média, números na casa dos 800 e tantos mil. Somente em doações via Super Chat, a estimativa mínima supera 24 milhões de won; somando a isso a receita de anúncios e a introdução de clube de membros, há análises que apontam para ganhos superiores à casa de 100 milhões de won.

“Com edições sensacionalistas e alegações distorcidas, eles manipularam a opinião pública e causaram enormes prejuízos à empresa e aos franqueados”, declarou a The Born Korea. “Chegamos a um ponto em que não é mais possível ignorar. Em nome da prevenção de recorrências, iremos até o fim para responsabilizá-los.”