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ADOR vs. Danielle: primeira audiência do processo de indenização de 43,1 bilhões de won; conflito entre as partes se intensifica

Danielle acusa a ADOR de atrasar o processo de forma deliberada

ADOR, NewJeans, Danielle, Min Hee-jin
Foto: NewJeans no X (antigo Twitter)

Enquanto o processo entre a agência ADOR e a ex-integrante do NewJeans, Danielle, segue atrasado, o conflito entre as duas partes continua.

No dia 14, a 31ª Vara Cível do Tribunal Distrital Central de Seul (juiz-presidente Nam In-su) realizou a primeira audiência do processo de indenização movido pela ADOR contra Danielle, sua família e Min Hee-jin, ex-CEO da ADOR, no valor de 43,1 bilhões de won (cerca de R$ 160 milhões).

A ADOR havia notificado, em dezembro do ano passado, a rescisão do contrato exclusivo, alegando que Danielle e sua família causaram problemas relativos ao contrato do NewJeans, e ingressou com uma ação de indenização no valor de 43,1 bilhões de won (aprox. R$ 160 milhões). Em resposta, o lado de Danielle contestou, afirmando que a ADOR estaria ampliando deliberadamente o rol de réus e tentando atrasar o andamento do processo.

A defesa de Danielle declarou: “Quatro meses após o início desta ação, todos os procuradores da parte autora renunciaram e foram substituídos”, alegando ainda que “desde o começo, apenas Danielle, entre as integrantes do NewJeans, foi colocada na mira, com a cobrança de uma multa rescisória altíssima e questionamentos sobre a rescisão do contrato exclusivo; também é injusto que tenham sido feitos avisos de caráter retaliatório às demais integrantes”.

Em resposta, a ADOR afirmou: “Os pontos em disputa são complexos e precisamos de tempo para analisá-los; não há qualquer intenção de atrasar o processo. Pedimos desculpas por ainda não termos apresentado o plano de produção de provas. Estamos levando em conta as circunstâncias práticas e, de forma alguma, pretendemos protelar o caso”.

No entanto, a defesa de Danielle reiterou: “A autora demitiu todos os antigos procuradores, que conheciam melhor o conteúdo do caso, e nomeou uma nova equipe de advogados, aparentando querer reiniciar o julgamento do zero”, acrescentando: “O fato de a autora ainda não ter apresentado um plano de provas deve ser interpretado como renúncia tácita à produção de provas, e a ação deve ser rejeitada”. Também enfatizou que “atos maliciosos que destroem a vida dos réus não podem ser tolerados” e que tal comportamento “jamais deve ser aceito como desrespeito ao tribunal”.

Anteriormente, após a renúncia do antigo time de advogados do escritório Kim & Chang, a ADOR nomeou quatro novos advogados do escritório Re:Han e apresentou um pedido de alteração da data da audiência.