A agência de entretenimento HYBE reagiu imediatamente após perder em primeira instância na ação sobre a opção de venda (put option; direito de exigir a recompra de ações) movida pela ex-CEO da ADOR, Min Hee-jin, ao apresentar ao tribunal um depósito judicial de garantia de 29,25 bilhões de wons (KRW). A medida visa impedir a execução provisória do valor da sentença, de 25,6 bilhões de wons, e passou a valer quando o Tribunal Distrital Central de Seul acolheu, no dia 25, o pedido de suspensão da execução forçada.
Antes disso, no dia 12, a 31ª Vara Cível do Tribunal Distrital Central de Seul decidiu a favor de Min Hee-jin na ação de cobrança do preço de compra e venda de ações contra a HYBE. O colegiado entendeu que “não há violação grave que permita considerar rescindido o acordo entre acionistas” e determinou que a HYBE pague 25,6 bilhões de wons a Min Hee-jin e, a pessoas relacionadas, um total equivalente a 3,1 bilhões de wons.
Enquanto interpôs apelação, a HYBE optou por um depósito de alto valor para obter a suspensão da execução provisória. Embora seja um procedimento usual em ações cíveis — a parte vencida pede a suspensão da execução mediante prestação de caução —, neste caso o gesto ganha peso adicional pelo longo histórico de conflito entre as partes.
O embate entre Min Hee-jin e a HYBE se intensificou depois de julho de 2024, quando a HYBE alegou uma tentativa de “tirar o NewJeans” e anunciou que rescindira o acordo entre acionistas. Min Hee-jin rebateu chamando as acusações de “narrativa montada” e ingressou com uma ação em resposta.
Nesse ínterim, no dia 25, Min Hee-jin realizou uma coletiva de imprensa e declarou: “Não vou receber os 25,6 bilhões de wons”. Em vez disso, fez uma proposta pública para encerrar imediatamente todas as ações envolvendo ela e o NewJeans. Porém, como a HYBE concluiu o procedimento de depósito no mesmo horário, cresce a expectativa de que o embate jurídico se arraste por mais tempo.